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segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Suicídio

Um cara se espatifou há uns 6 metros de mim, tendo se atirado da cobertura do prédio em frente. Vi e ouvi o corpo chocar contra a pedra e agora fiquei me sentindo pesado, sem conseguir guardar essa informação só pra mim.
Ao mesmo tempo em que vejo o suicídio como um erro, também acho completamente compreensível dentro da realidade emocional em que se encontram grande parte das pessoas de nossa sociedade. Observei um morto de 28 anos, bonito, bem vestido, morador da cobertura de um edifício em bairro nobre, e isso me fez lembrar o quanto vejo gente correndo atrás de estabilidade financeira, beleza, reconhecimento, entre tantas outras coisas igualmente superficiais, enquanto a maioria parece completamente alienada de qualquer recurso para preencher a maior de todas as faltas do ser-humano: o vazio existencial.

Há tanta informação por aí (Osho, Krishnamurti, astrologia, etc.), basta procurar, basta querer se conhecer. Eu quanto a tudo isso sinto pena e urgência, pois só tenho a perder com a infelicidade e ignorância dos outros integrantes do mundo em que vivo. Já estive completamente desesperado antes de começar a meditar, a resgatar memórias, a me interpretar, e também por isso eu gostaria que outras pessoas descobrissem a importância do auto-conhecimento.

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